EXPRESSIONISMO ABSTRATO - EXPRESSIONISMO BRASILEIRO - PINTURA NÃO-OBJETIVA - ARTE PARARREALISTA -ARTE CONTEMPORÂNEA -PARARREALISMO -ARTISTA PLÁSTICO ARAÇATUBA
sábado, 22 de dezembro de 2012
O CAMINHO DA LUZ - WORK SHOP
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| 2010 - 693 VIBRATIONS BLUE_RED acrílica s. tela 140x140 cm |
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| 2011 - 694 O CAMINHO DA LUZ acrílica s. tela 140 x 140 cm |
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| 2011 - 695 O CAMINHO DA LUZ acrílica s. tela 140 x 140 cm |
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| 2011 - 696 O CAMINHO DA LUZ acrílica s. tela 140 x 140 cm |
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| 2011 - 697 O CAMINHO DA LUZ acrílica s. tela 140 x 140 cm |
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| 2011 - 698 O CAMINHO DA LUZ acrílica s. tela 140 x 140 cm |
sábado, 15 de dezembro de 2012
Um Van Gogh menos louco
ARTE - 14/12/2012
Um Van Gogh menos louco
Uma nova biografia conta como o pintor holandês cortou a própria orelha – e diz que ele não se suicidou
GUILHERME PAVARIN
"Há algo na maneira como ele fala que leva as pessoas a amá-lo ou a odiá-lo”, escreveu Theo van Gogh, ainda jovem, sobre seu irmão. “Ele não poupa ninguém.” De rosto fino, olhos azuis desconfiados e os cabelos vermelhos como labareda, Vincent, o filho mais velho de seis irmãos, era uma figura estranha na principal família de protestantes da cidade holandesa de Zundert – os Van Goghs. Quieto e retraído, o garoto tinha explosões repentinas. Brigava com a mãe, fugia de casa e preferia ficar só. Era o prenúncio de uma personalidade que se manteria a vida toda, como mostra a biografiaVan Gogh: a vida (Companhia das Letras, 1.095 páginas, R$ 79,50), dos escritores americanosSteven Naifeh e Gregory White, lançada agora no Brasil.
Destaque na Europa e nos Estados Unidosdesde seu lançamento, em 2011, a obra é fruto de mais de dez anos de pesquisa por milhares de documentos sobre a vida de Van Gogh. Aproveitando-se da obsessão da família por cartas, os autores detalham e lançam luz sobre diversos fatos sobre sua vida e sua morte.
Para eles, a causa pode não ter sido suicídio, como sugere a difundida imagem do artista atormentado. “O mais provável é que a causa da morte tinha sido um disparo acidental”, disse Naifeh a ÉPOCA. Segundo ele, a hipótese tem como base as falhas na teoria original. Ela afirma que Van Gogh atirara no próprio abdome num campo de trigo e depois caminhara por 6,5 quilômetros até a pousada Ravoux, onde se hospedava. “Parece improvável que, ferido, ele tenha andado tanto”, diz Naifeh. Segundo ele, os médicos alegaram que o disparo fora feito à distância, sem uma trajetória direta.
Como a arma do crime e outras evidências nunca foram encontradas, o incidente ficou sem explicação. Diante de um Van Gogh deprimido e sujeito a crises, a hipótese de suicídio cresceu. Mais tarde, com o romance Sede de viver (1934), de Irving Stone, e o filme do mesmo nome (1956), passou a verdade estabelecida.
Como a arma do crime e outras evidências nunca foram encontradas, o incidente ficou sem explicação. Diante de um Van Gogh deprimido e sujeito a crises, a hipótese de suicídio cresceu. Mais tarde, com o romance Sede de viver (1934), de Irving Stone, e o filme do mesmo nome (1956), passou a verdade estabelecida.
Os biógrafos contrapõem a essa suposição a criação calvinista de Van Gogh. Sustentam que ele jamais se mataria. Van Gogh referia-se a suicídio como “covardia moral”. A tese deles é que o disparo tenha ocorrido após uma briga entre Van Gogh e René Secrétan, um estudante de 16 anos, a cerca de 1,5 quilômetro da pousada. Secrétan andava disfarçado de caubói e munido de um revólver que usava para caçar, emprestado por Gustave Ravoux, o dono da pousada – o mesmo que espalhou a notícia de suicídio. Ele era conhecido por zombar de Van Gogh, que, bêbado, pode ter reagido.
A teoria é tida como sólida por muitos criminólogos e grande parte da comunidade de história da arte. “É uma interpretação intrigante”, disse a ÉPOCA Leo Jansen, curador do Museu Van Gogh, em Amsterdã. “Mas há muitas questões baseadas em suposição. Seria prematuro desconsiderar suicídio como causa da morte.”
A biografia também busca desmistificar a célebre história do decepamento da orelha de Van Gogh, em 1888. Os autores negam que ele tenha se mutilado para demonstrar amor a uma prostituta que disputava com o pintor francês Paul Gauguin (1848-1903). Segundo eles, a mutilação se consumou devido ao medo da solidão de Van Gogh. Ele se sentia abandonado por Theo, seu irmão e fiel amigo, prestes a se casar. Ao mesmo tempo, via Gauguin, com quem dividia uma casa em Arles, na França, obter sucesso com suas pinturas. Ficava enciumado. Numa briga catastrófica, no Natal daquele ano, Gauguin disse que iria embora da casa. Desesperado, Van Gogh quis se punir e mostrar a Gauguin que estava arrependido. Arrancou a orelha em mais de um golpe, enrolou-a em papéis e foi à procura de Gauguin. Acreditando que ele estava no bordel e não queria atendê-lo, entregou a orelha à prostituta favorita do amigo.
Esses e tantos outros detalhes pessoais ajudam, segundo Naifeh, a compreender a arte de Van Gogh. “Se não entendermos quão difícil foi a vida de Van Gogh – e a automutilação é uma evidência disso –, não podemos entender o triunfo de sua determinação”, diz Naifeh. Em vida, Van Gogh costumava dizer que era impossível dissociar suas obras de sua trajetória. Influenciado pelo romancista francês Émile Zola, fundador da escola naturalista, defendia a “arte de carne e osso”. Nela, os quadros eram tão importantes quanto a vida do pintor. “O que minha arte é, sou também”, escreveu no fim da vida.
Além das descobertas, a principal característica do livro é destacar o extremo sofrimento e as humilhações que Van Gogh teve de superar para produzir sua arte. Suas obras foram rejeitadas e ridicularizadas até os últimos anos de sua vida. Sua mãe uma vez as chamou de “ridículas”. Os outros parentes, à exceção de Theo, o único que permaneceu ao lado de Van Gogh, costumavam esconder as pinturas em sótãos e armários velhos. Eram tidas como “obras de louco”. Para Theo, a principal característica do irmão era ter um “coração fanático”. Pintava e vivia com uma paixão vulcânica. Mais direto, Van Gogh dizia que tudo o que fazia era uma “arte de redenção aos desesperados”. Hoje, 122 anos depois de sua morte, o mundo parece ter se rendido a seu talento – e a seus mistérios.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Jackson Pollock
Jackson Pollock - Biografia e Obras
Paul Jackson Pollock nasceu em 28 de janeiro de 1912, foi um pintor estadunidense pioneiro do expressionismo abstrato. A Biografia de Pollock mostra um artista depressivo e alcoólatra que tinha constantes rompantes de fúrias e autodestruição. Jackson Pollock pintou 340 telas antes de suicidar-se jogando seu carro contra um árvore no dia 11 de agosto de 1956. Um gênio rebelde que pintou obras primas como: Blue Poles: Number 11 (1952), Number 32 (1950), Echo: Number 25 (1951), Guardians of the Secret (1943), entre outras.
Tela, The Guardian of Secret (1943)

Segundo a percepção popular, as pinturas de Pollock, até uma criança saberia fazer quadros como os seus, borrifadas de tintas pingadas sobre a tela. Mas na verdade, há método e genialidade em sua pintura, um caos colorido e calculado onde os pingos de tintas em distintas composições formam um caleidoscópio de texturas e emoções variadas. Muitos artistas pop depois de Pollock se inspiraram em sua obra e tentaram , sem sucesso, atingir a plenitude da obra de Jackson Pollock. As obras de Pollock são inimitáveis.

Para pintar seus quadros, Pollock colocava as telas no chão e não em cavaletes como de costume os pintores fazem, e respingava tintas sobre a tela, uma técnica criada por Max Ernst, o 'dripping', gotejamento.


Principais trabalhos de Jackson Pollock
Male and Female (1942)

Stenographic Figure (1942)

Moon-Woman cuts the circle (1943)

The she-wolf (1943)

Blue (Moby dick) (1943)

Eyes in the Heat (1946)

The Key (1946)

The tea cup (1946)

Shimmering substance, from The sounds in the glass (1946)

Full Fathom five (1947)

Cathedral (1947)

Convergence (1947)

Painting (1948)

Summertime: Number 9A (1948)

Number 8 (1949)

Lavender Mist: Number 1 (1950)

One: Number 31 (1950)

Echo: Number 25 (1951)

Number 7 (1951)

Blue Poles: Number 11 (1952)

Easter and the Totem (1953)

Ocean Greyness (1953)

NGA - National Gallery Art abstract-expressionist Jackson Pollock
Tela, The Guardian of Secret (1943)

Segundo a percepção popular, as pinturas de Pollock, até uma criança saberia fazer quadros como os seus, borrifadas de tintas pingadas sobre a tela. Mas na verdade, há método e genialidade em sua pintura, um caos colorido e calculado onde os pingos de tintas em distintas composições formam um caleidoscópio de texturas e emoções variadas. Muitos artistas pop depois de Pollock se inspiraram em sua obra e tentaram , sem sucesso, atingir a plenitude da obra de Jackson Pollock. As obras de Pollock são inimitáveis.

Para pintar seus quadros, Pollock colocava as telas no chão e não em cavaletes como de costume os pintores fazem, e respingava tintas sobre a tela, uma técnica criada por Max Ernst, o 'dripping', gotejamento.


Principais trabalhos de Jackson Pollock
Male and Female (1942)

Stenographic Figure (1942)

Moon-Woman cuts the circle (1943)

The she-wolf (1943)

Blue (Moby dick) (1943)

Eyes in the Heat (1946)

The Key (1946)

The tea cup (1946)

Shimmering substance, from The sounds in the glass (1946)

Full Fathom five (1947)

Cathedral (1947)

Convergence (1947)

Painting (1948)

Summertime: Number 9A (1948)

Number 8 (1949)

Lavender Mist: Number 1 (1950)

One: Number 31 (1950)

Echo: Number 25 (1951)

Number 7 (1951)

Blue Poles: Number 11 (1952)

Easter and the Totem (1953)

Ocean Greyness (1953)

NGA - National Gallery Art abstract-expressionist Jackson Pollock
- Em 2000, o ator Ed Harris dirigiu e estrelou um filme sobre a vida do artista. Foi indicado ao Oscar de melhor ator naquele ano.
- Em 28 de Janeiro de 2009, o site de busca Google estilizou seu logotipo por um dia, de forma que se assemelhasse ao seu trabalho, N.º 5, 1948, graças ao jubileu de abeto de seu nascimento.
Vincent van Gogh
Vincent Willem van Gogh (pronúncia em neerlandês: [ˈvɪnsɛnt vaŋ ˈxɔx] ;Zundert, 30 de Março de 1853 — Auvers-sur-Oise, 29 de Julho de 1890) foi um pintor pós-impressionista neerlandês, frequentemente considerado um dos maiores de todos os tempos.

Sua vida foi marcada por fracassos. Ele falhou em todos os aspectos importantes para o seu mundo, em sua época. Foi incapaz de constituir família, custear a própria subsistência ou até mesmo manter contactos sociais. Aos 37 anos, sucumbiu a uma doença mental, cometendo suicídio.
A sua fama póstuma cresceu especialmente após a exibição das suas telas em Paris, a17 de Março de 1901.
Van Gogh é considerado um dos pioneiros na ligação das tendências impressionistascom as aspirações modernistas, sendo a sua influência reconhecida em variadas frentes da arte do século XIX, como por exemplo o expressionismo, o fauvismo e oabstraccionismo.
O Museu Van Gogh em Amsterdã é dedicado aos seus trabalhos e aos dos seus contemporâneos.
Primeiros anos
Vincent nasceu em Zundert, uma cidade próxima a Breda, na província de Brabante do Norte, nos Países Baixos. Era filho de Theodorus, um pastor da Igreja Reformada Neerlandesa(calvinista), e de Anna Cornelia Carbentus. Recebeu o mesmo nome de seu avô paterno e também daquele que seria o primogênito da família, morto antes mesmo de nascer exatamente um ano antes de seu nascimento. Especula-se[2] que este fato tenha influenciado profundamente certos aspectos de sua personalidade, e que determinadas características de sua pintura (como a utilização de pares de figuras masculinas) tenham sido motivadas por isso. Ao todo, Vincent teve dois irmãos: Theodorus, apelidado de Theo, e Cornelius (Cor); e três irmãs: Elisabeth, Anna e Willemina (Will).
Vincent era uma criança séria, quieta e introspectiva. Desenvolveu através dos anos uma grande amizade e forte ligação com seu irmão mais novo, Theo. A vasta correspondência entre Theo e Vincent foi preservada e publicada em 1914, trazendo a público inúmeros detalhes da vida privada do pintor, bem como de sua personalidade. É através destas cartas que se sabe que foi Theo quem suportou financeiramente o irmão durante a maior parte da sua vida.
Aos 16 anos, por recomendação de seu tio Vincent (ou Cent), começou a trabalhar para um comerciante de arte estabelecido na Haia, na empresa Goupil & Cie. Quatro anos depois foi transferido para Londres, e depois paraParis.[1]
No entanto, Vincent estava cada vez mais interessado em assuntos religiosos, e acabou sendo demitido da galeria. Ele então decidiu retornar à Inglaterra para fazer um trabalho sem remuneração. Durante o Natal, Van Gogh retornou para casa e começou a trabalhar numa livraria. Ele ficou seis meses no novo emprego, onde gastava a maior parte de seu tempo traduzindo a Bíblia.
Em 1877 sua família mandou-o para Amsterdã, onde morou com seu tio Jan. Vincent preparou-se para os exames de admissão da Universidade de Teologia com seu tio Johannes Stricker (teólogo), mas fracassou. Mudou-se então para a Bélgica, e novamente fracassou nos estudos da escola Missionária Protestante. Em 1879, ainda na Bélgica, começou um trabalho temporário como missionário em uma comunidade pobre de mineiros.
[editar] Maturidade
Os Comedores de Batata, 1885
Em 1880, Vincent decidiu seguir a sugestão do seu irmão Theo e levar a pintura mais a sério. Ele partiu para Bruxelas para tomar aulas com Willem Roelofs, que o convenceu a tentar a Academia Royal de Artes. Lá ele estudou um pouco de anatomia e de perspectiva.
Em 1881, Van Gogh mudou-se com a família para Etten, onde ficou amigo de Kee Vos-Stricker, sua prima e filha de Johannes Vicent Stricker. Ao pedi-la em casamento, ela o recusou com um enérgico "nunca". Porém, Van Gogh insistiu em sua ideia, o que gerou conflitos com seu pai. No final do mesmo ano, Vincent partiria para a Haia.
Na Haia, ele juntou-se a seu primo, Anton Mauve, nos estudos de arte. Envolveu-se com uma prostituta grávida e já mãe de um filho, conhecida como Sien. Quando o pai de Van Gogh soube do relacionamento do filho, exigiu que ele a abandonasse.
Em 1883, mudou-se para Nuenen (Holanda) onde se dedicou à pintura. Lá se apaixonou pela filha de uma vizinha, Margot Begemann. Decidiram se casar, mas suas famílias não aceitaram o casamento, o que fez com que Margot tentasse o suicídio.
Em 1885, o pai de Van Gogh morreu de infarte. Neste mesmo ano ele pintou aquela que é considerada a sua primeira grande obra: Os Comedores de Batata. Em novembro do mesmo ano, muda-se para Antuérpia.
Com poucos recursos, ele preferia mandar dinheiro para Theo em Paris, para que este lhe enviasse material de pintura, a comer uma boa refeição. Enquanto estava em Antuérpia, dedicou-se ao estudo das cores e visitou museus, apreciando trabalhos principalmente de Peter Paul Rubens, e tornou-se um bebedor frequente de absinto. Foi nesta altura que entrou em contacto com a arte japonesa, da qual se tornou fervoroso admirador e que posteriormente o influenciaria pelas cores fortes e uso das linhas.
Em 1886, matriculou-se na Ecole des Beaux-Arts de Antuérpia.
[editar]Paris
Retrato de Père Tanguy, 1887. Observe-se a presença dainfluência japonesa explícita em seis diferentes ukiyo-e no cenário de fundo.
Em março de 1886, Van Gogh mudou-se para Paris, onde dividiu um apartamento em Montmartrecom Theo. Depois, os dois mudaram-se para um apartamento maior na Rue Lepic, 54. Por alguns meses, Vincent trabalhou no Estúdio Cormon, onde conheceu os artistas John Peter Russell,Émile Bernard e Henri de Toulouse-Lautrec, entre outros.[1] Este último, alcóolatra, apresenta van Gogh ao absinto, bebida popular da ocasião, que viria a ser muito consumida pelo pintor, que a retratou em Natureza Morta com Absinto. O absinto possuía como principal ingrediente uma planta alucinógena de nome Artemisia absinthium e cuja graduação alcóolica era de 68%. O absinto, também conhecida como "fada verde" devido aos efeitos alucinógenos, foi responsabilizado poralucinações, surtos psicóticos e até mesmo mortes.[3]
Naquela época, o impressionismo tomava conta das galerias de arte de Paris, mas Van Gogh tinha problemas em assimilar esse novo conceito de pintura. Vincent e Émile Bernard começaram o uso da técnica do pontilhismo, inspirados em Georges Seurat.
A partir de sua estada em Paris, Van Gogh abandona sua temática sombria e obscura de camponeses e suas obras recebens tons mais claros. São desta época os quadros Mulher sentada no Café du Tambourin, A ponte Grande Jatte sobre o Sena, Quatro Girassóis, osRetratos de Père Tanguy, entre outros.[1]
Em 1887, conhece Paul Gauguin, e mais para o final do ano expõe em Montmartre. No ano seguinte, decide mudar-se de Paris.
[editar]Arles
Vincent van Gogh chegou em Arles, no Sul de França, no dia 21 de fevereiro de 1888. A cidade era um local que o impressionava pelas paisagens e onde esperava fundar uma colônia de artistas.
Com objetivo de decorar a sua casa em Arles (conhecida como A Casa Amarela, retratada em uma de suas obras), Van Gogh pintou a série de quadros com girassóis, dos quais um se tornaria numa de suas obras mais conhecidas. Dos artistas que deixara em Paris, apenas Gauguin respondeu ao convite feito para se instalar em Arles. O Vinhedo Vermelho, único quadro vendido durante a sua vida, foi pintado nesta altura. Ele o vendeu por 400 francos.
Gauguin e Van Gogh partilhavam uma admiração mútua, mas a relação entre ambos estava longe de ser pacífica e as discussões, frequentes. Para representar as relações abaladas entre os dois, Van Gogh pinta a A Cadeira de Van Gogh e a A Cadeira de Gauguin, ambas de dezembro de1888. As duas cadeiras estão vazias, com objetos que representam as diferenças entre os dois pintores. A cadeira de Van Gogh é sem braços, simples, com assento de palha; a de Gauguin possui assento estofado e possui braços.
Mediante os diversos conflitos, Gauguin pensa em deixar Arles: "Vincent e eu não podemos simplesmente viver juntos em paz, devido à incompatibilidade de temperamentos", queixou-se ele a Theo. Gauguin sentia-se incomodado com as variações de humor de Vincent pela pressão exercida por elas.
Em 23 de dezembro de 1888, após a saída de Gauguin para uma caminhada, Van Gogh o segue e o surpreende com uma navalhaaberta. Gauguin se assusta e decide pernoitar em uma pensão. Transtornado e com remorso pelo feito, Vincent corta um pedaço de sua orelha direita, que embrulha em um lenço e leva, como presente, a uma prostituta sua amiga, Rachel. Vincent retorna à sua casa e deita-se para dormir como se nada acontecera. A polícia é avisada e encontra-o sem sentidos e ensanguentado. O artista é encaminhado ao hospital da cidade.[4] Gauguin então manda um telegrama para Theo e volta para Paris, julgando melhor não visitar Vincent no hospital.
Vincent passa 14 dias no hospital, ao final dos quais retorna à casa amarela. Em seu retorno pinta o Auto-Retrato com a Orelha Cortada. O episódio trágico convenceu van Gogh da impossibilidade de montar uma comunidade de artistas em Arles.[1]
O estilo de pintura acompanhou a mudança psicológica e Van Gogh trocou o pontilhado por pequenas pinceladas.
Quatro semanas após seu retorno do hospital, Van Gogh apresenta sintomas de paranóia e imagina que lhe querem envenenar. Os cidadãos de Arles, apreensivos, solicitam seu internamento definitivo. Sendo assim, van Gogh passa a viver no hospital de Arles como paciente e preso.
Rejeitado pelo amigo Gauguin e pela cidade, descartados seus planos da comunidade de artistas, se agrava a depressão de Van Gogh, que tinha como único amigo seu irmão Theo, que por sua vez estava por casar-se. O casamente de Theo constribui para a inquietação de Vincent, que teme pelo afastamento do irmão.[1]
[editar]Saint-Rémy
Em 1889, aos 36 anos, pediu para ser internado no hospital psiquiátrico em Saint-Paul-de-Mausole, perto de Saint-Rémy-de-Provence, na Provença. A região do asilo possuía muitas searas de trigo, vinhas e olivais, que transformaram-se na principal fonte de inspiração para os quadros seguintes, que marcaram nova mudança de estilo: as pequenas pinceladas evoluíram para curvas espiraladas.[1]
[editar]Auvers-sur-Oise
Em maio de 1890, Vincent deixou a clínica e mudou-se de novo para perto de Paris (em Auvers-sur-Oise), onde podia estar mais perto do seu irmão e frequentar as consultas do doutor Paul Gachet, um especialista habituado a lidar com artistas, recomendado por Camille Pissarro. Gachet não conseguiu melhorias no estado de espírito de Vincent, mas foi a inspiração para o conhecido Retrato do Doutor Gachet. Em Auvers Van Gogh produz cerca de oitenta pinturas.[1]
Entretanto, a depressão agravou-se, e a 27 de Julho de 1890, depois de semanas de intensa atividade criativa (nesta época Van Gogh pinta, em média, um quadro por dia),[5] Van Gogh dirige-se ao campo onde disparou um tiro contra o peito. Arrastou-se de volta à pensão onde se instalara e onde morreu dois dias depois, nos braços de Theo.[1] As suas últimas palavras, dirigidas a Theo, teriam sido: "La tristesse durera toujours" (em francês, "A tristeza durará para sempre").[6]
[editar]A doença
Na ocasião, o diagnóstico de Van Gogh mencionava perturbações epiléticas, ainda que o diretor do asilo, Dr. Peyron, sequer fosse especialista em psiquiatria. As crises ocorriam de tempos em tempos, precedidas por sonolência e em seguida apatia. Tinham a média de duração de duas a quatro semanas, período no qual Van Gogh não conseguia pintar. Nestas crises predominavam a violência e asalucinações. No entanto, Van Gogh tinha consciência de sua doença e lhe era repulsivo viver com os demais doentes mentais da instituição.[1]
| “"Após a experiência dos ataques repetidos, convém-me a humildade. Assim pois: paciência. Sofrer sem se queixar é a única lição que se deve aprender nesta vida."” |
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A doença de Van Gogh foi analisada durante os anos posteriores e existem várias teses sobre o diagnóstico. Alguns como o doutor Dietrich Blumer, em artigo publicado no American Journal of Psychiatry, mantém o diagnóstico de epilepsia dolobo temporal, agravada pelo uso do absinto.[4]
Segundo alguns, Vincent teria sofrido de xantopsia(visão dos objetos em amarelo), por isso exagerava no amarelo em suas telas. Esta xantopsia pode ou não ter surgido pelo excesso de ingestão de absinto, que contém tujona, uma toxina. Outra teoria seria que doutor Gachet teria indicado o uso de digitalis para o tratamento de epilepsia, o que poderia ter ocasionado visão amarelada a Van Gogh.[7] Outros documentos relatam ainda que na verdade Van Gogh seria daltônico.
Há ainda diagnósticos de esquizofrenia[8] e de transtorno bipolar do humor, sendo este último o diagnóstico mais aceito.[4][9][10][11]
Consta que na família de Van Gogh existiram outros casos de transtorno mental: Théo sofreu depressão e ansiedade e faleceu de "demência paralítica" (neurossífilis), no Instituto Médico para Doentes Mentais em Utrecht. Willemina era esquizofrênica e viveu durante 40 anos neste mesmo instituto e Cornelius cometeu suicídio aos 33 anos de idade.[6][12]
Faleceu em 29 de julho de 1890. Encontra-se sepultado em Auvers-sur-Oise Town Cemetery, Auvers-sur-Oise na França.[13]
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